A árvore ficou só, no meio da imensidão.
Mas a vida dela continua a ser
Que se acabem as guerras
A árvore ficou só, no meio da imensidão.
Mas a vida dela continua a ser
Bom dia com poesia, que fala da dor física que está sempre ligada à dor psíquica, pois quem está doente sofre das duas.
O estar incapacitado, imobilizado, sem poder comunicar o que sente nem o que lhe vai na alma é mau e, por vezes, fatal. Só os que têm muita sorte e um anjo da guarda junto deles, sobrevive.
Para além da dor
Hoje estava caído num charco um chapéu chinês, claro que o apanhei e depois colhi mais umas florinhas lilases pequeninas e uns malmequeres no Jardim da Portela.
Já não fazia um arranjo destes há anos, deu me uma satisfação enorme, fiquei mais nova uns aninhos.
Aviso a todos os que não respeitam a natureza, desprovidos de toda e qualquer cidadania ecológica, habituados que estão a desfrutar o mundo que os rodeia a seu belo prazer e interesse material:
A Paineira, a árvore mais bela que o destino me presenteou quando visitei a ilha de S. Miguel, nos Açores.
Parafraseando o poeta, penso que jamais verei uma árvore tão bela quanto um poema.
Penso que jamais verei
poema tão belo quanto uma árvore.
Uma árvore cuja boca faminta está colada
contra o seio doce e abundante da terra;
Uma árvore que olha para Deus o dia inteiro
e levanta seus braços folhudos para rezar;
Uma árvore que no verão pode vestir
Um ninho de sabiás em seu cabelo;
Em cujo colo a neve se deitou;
Que vive intimamente com a chuva.
Poemas são feitos por bobos como eu,
Mas somente Deus pode uma árvore fazer.
Alfred Joyce Kilmer
(Tradução de Walter Whitton Harris)
Ele disse-me para eu ir dar uma volta, fui e perdi-me.
Fiquei a saber como o mundo era grande, não chorei e passado algum tempo lá me encontraram, a brincar na areia molhada.