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domingo, 11 de dezembro de 2011

«Quem a tem...» de Jorge de Sena



Este ano (2019) comemora-se o aniversário do nascimento de Jorge de Sena (1919-1978).
Foi uma figura incontornável da cultura e da literatura portuguesa, um defensor da liberdade, tendo de emigrar para o Brasil para poder sobreviver, sendo lá professor. 
Foi ensaísta, dramaturgo, contista, crítico, historiador da cultura e também ...um grande poeta.
Aqui fica um poema que fala da liberdade, bem atual, pois esta é condição essencial para a defesa dos direitos do homem enquanto tal. 
Assim pensava Jorge de Sena e muita gente mais, eu também. Continuemos a luta pela sua defesa! Com poesia e com acções!

Quem a tem...

Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.

Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

                                 Jorge de Sena, in Fidelidade