sábado, 21 de dezembro de 2019

«Ronda do soldadinho» de José Mário Branco



Porto, 25 de maio de 1942 - Lisboa, 19 de novembro de 2019)

Passou já um mês e dois dias que morreu o músico e cantautor José Mário Branco.
As suas canções em defesa da liberdade, de um Portugal livre de fascismo, de opressão e de guerras coloniais serão eternas e nunca esquecidas.

É sempre bom recordá-lo e ouvir a Ronda do Soldadinho, numa época de Natal em que todos pedem o fim das guerras, nem que seja por um dia. Infelizmente nem sempre isso acontece, e quando acontece, não é um sinal verdadeiro de paz e amor ao próximo, mas apenas um breve interregno convencional dos «senhores da guerra»

Ronda do Soldadinho (1969)
Letra e Interpretação: José Mário Branco
Um e dois e três
Era uma vez
Um soldadinho
De chumbo não era
Como era
O soldadinho
Um menino lindo
Que nasceu
Num roseiral
O menino lindo
Não nasceu
P’ra fazer mal
Menino cresceu
Já foi à escola
De sacola
Um e dois e três
Já sabe ler
Sabe contar
Menino cresceu
Já aprendeu
A trabalhar
Vai gado guardar
Já vai lavrar
E semear
2.
Um e dois e três
Era uma vez
Um soldadinho
De chumbo não era
Como era
O soldadinho
Menino cresceu
Mas não colheu
De semear
Os senhores da terra
O mandam p’rà guerra
Morrer ou matar
Os senhores da guerra
Não matam
Mandam matar
Os senhores da guerra
Não morrem
Mandam morrer
A guerra é p’ra quem
Nunca aprendeu
A semear
É p’ra quem só quer
Mandar matar
Para roubar
3.
Um e dois e três
Era uma vez
Um soldadinho
De chumbo não era
Como era
O soldadinho
Dancemos meninos
A roda
No roseiral
Que os meninos lindos
Não nascem
P’ra fazer mal
Soldadinho lindo
Era o rei
Da nossa terra
Fugiu para França
P’ra não ir
Morrer na guerra
Soldadinho lindo
Era o rei
Da nossa terra
Fugiu para França
P’ra não ir
Matar na guerra.

soldados nas trincheiras na 1ª Guerra Mundial


https://www.youtube.com/watch?v=a41VQmS1zmk

Sem comentários:

Enviar um comentário