sábado, 4 de abril de 2020

«Ilha do Pessegueiro» de Isabel del Toro Gomes



Ilha do Pessegueiro


Nesta ilha - paraíso

Já não há nenhum pessegueiro



De dia

Apenas aves

Céu e paisagem



À noite

Promessas de mil estrelas e astros

Sobre o mar



Aí volvemos

Ao princípio dos tempos

Somos Adão e Eva



Comemos maçãs
Corremos saltamos

Somos companheiros

Inseparáveis e felizes.

Isabel del Toro Gomes
23 de Julho 2005


terça-feira, 31 de março de 2020

«Sonhos» de Isabel del Toro Gomes


«A neve» de Isabel d.T.Gomes

Hoje, último dia do mês de Março deste fatídico ano de 2020, foi-se o sol e veio o frio, a chuva e a neve.
Para nos deixar ainda mais tristes e desmoralizados.
Como se costuma dizer:  «Não há mal que venha só».
Resta-nos a esperança, como sempre.


Sonhos

Toda a gente podia
Ouvir os pássaros a cantar
Nos campos ou até nas cidades...
Mas só alguns os ouvem.
Toda a gente podia
Observar a forma das nuvens
Admirar uma flor
Refrescar-se à sombra duma árvore
Correr na areia da praia
Sentir o sol, passear à chuva...
Todos nós podíamos versejar
Sobre as coisas simples da vida
Transformar as tristezas em rimas
E as alegrias em poemas.






domingo, 29 de março de 2020

«Eu sou Yoga» de Susan Verde



Muitas crianças já praticavam yoga antes da crise do Covid 19, para tranquilizar a mente e o corpo.
Esta é uma prática que está cada vez mais divulgada, entre adultos, jovens e crianças.
Recomendo este livro:
«Eu sou yoga» de Susan Verde, Editor: Nascente
Para todos.
Um livro muito bonito que aborda como o yoga e algumas posturas podem ajudar a se acalmar e ver o mundo de outra forma.
Além disso os desenhos são muito bem feitos.

sábado, 28 de março de 2020

»La solitude» , Leo Ferré



Léo Ferré 

(Mónaco, 24 de Agosto de 1916 / Castellina in Chianti, Itália 14 de Julho de 1993)


Solidão em tempo de pandemia do Covid-19.
Duas semanas em casa, sem perspectiva de quantas mais serão.
A grande voz de Leo Ferré.
A França em sofrimento.
E quase todos os outros países da Europa, muitos no Mundo inteiro.

La Solitude
Léo Ferré

Je suis d'un autre pays que le vôtre, d'un autre quartier, d'une autre solitude
Je m'invente aujourd'hui des chemins de traverse
Je ne suis plus d'chez vous
J'attends des mutants
Biologiquement je m'arrange avec l'idée que je me fais de la biologie
Je pisse, j'éjacule, je pleure
Il est de toute première instance que nous façonnions nos idées comme s'il s'agissait d'objets manufacturés
Je suis prêt à vous procurer les moules
Mais
La solitude
Les moules sont d'une texture nouvelle, je vous avertis
Ils ont été coulés demain matin
Si vous n'avez pas dès ce jour, le sentiment relatif de votre durée, il est inutile de vous transmettre
Il est inutile de regarder devant vous car devant c'est derrière, la nuit c'est le jour
Et
La solitude
La solitude
La solitude
Il…
La solitude
La solitude
Le désespoir est une forme supérieure de la critique
Pour le moment, nous l'appellerons "bonheur", les mots que vous employez n'étant plus "les mots"
Mais une sorte de conduit à travers lesquels les analphabètes se font bonne conscience
Mais
La solitude
La solitude
La solitude, la solitude
La solitude
La solitude
Le Code civil nous en parlerons plus tard
Pour le moment, j'voudrais codifier l'incodifiable
J'voudrais mesurer vos danaïdes démocraties
Je voudrais m'insérer dans le vide absolu et devenir le non-dit
Le non-avenu, le non-vierge par manque de lucidité
La lucidité se tient dans mon froc
Dans mon froc









https://www.youtube.com/watch?v=QRMJngZ6G5A&feature=share&fbclid=IwAR0ASVvw4MW9qpv6XARJl5CGQrxrdGQsfOLbZuA10TKqNXGfc8q_tjjC1dE

quinta-feira, 26 de março de 2020

«Os Palhaços» de Isabel del Toro Gomes



Os palhaços

Bem haja
A todos os palhaços
Que nos divertiram

Quando éramos crianças


Ao palhaço rico
E ao palhaço pobre
Que nos ensinaram
Que a vida deve ser assim
Fazendo da tristeza alegria
Transformando a dor em esperança.


Isabel del Toro Gomes


terça-feira, 24 de março de 2020

Tricôs e crochés





A partir de 1978 (em que acabei o curso e ano em que nasceu o meu primeiro, o Daniel), ganhei a mania do tricot e do croché, de que sempre tinha gostado, por ter essa cultura em casa ao ver mãe e avós fazerem. Além de ser uma terapia, era muito útil porque não havia quase nada à venda, não havia C&A, só Grandela, Chiado, Lanalgo. Enfim, comprávamos lãs e linhas, havia imensas lojas dessas em todo o lado, as camisolas duravam a vida toda, não ganhavam borbotos, ficavam ao nosso gosto. 



Fiz quase tudo para os meus filhos enquanto bébés: calções, saias, vestidos, camisolas, sapatinhos, gorros, mantas de berço...
Fazia em frente à televisão (conseguia ver um filme e fazer tricot ao mesmo tempo , não sei como) , nos transportes, nos intervalos das aulas, em todo o lado.
Até este gatinho fiz para a minha filha Susana.


Numa escola, um dia uma aluna que foi espreitar à sala de professores, exclamou muito admirada:
«Olha, a setora está a fazer crochè!!»
E riram-se todas, muito admiradas.






domingo, 22 de março de 2020

Mais vale prevenir do que remediar


Mais vale prevenir do que remediar.

Quem não conhece este provérbio ?
Todos o ouvimos desde crianças e o aplicámos muitas vezes.
Estamos em tempo de Guerra ao Covid 19.


Cumpram as medidas de contenção.
Cuidem-se bem e boa sorte!