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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Quiosque do Jardim do Campo Grande (ou Mário Soares)






Até que enfim que abriu o novo quiosque do Jardim do Campo Grande(ou Mário Soares). Esperemos que tenha vida longa!
Era um pouco mais acima que havia um café com uma grande  esplanada cheias de estudantes que aí podiam estudar ou fazer trabalhos (ao contrário do que se passa agora em muitos sítios onde essas actividades são proibidas) e uma piscina ao ar livre, onde a criançada brincava e chafurdava livremente. 
Outros tempos, outros costumes.
Uma nota importante: depois de estar lá sentada é que reparei que os aviões passam mesmo por cima do quiosque, a rasar e fazendo um ruído insuportável.
Conclusão: experimentar e ver antes de escrever sobre o que quer que seja.
Em todo o caso, pode sempre dar jeito para uma bica apressada.
Não dá é para quem lá trabalha, coitado(a).




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019


Lisboa à noite


Gostava de ser capaz

De contar a minha vida.

Mas ao ver naquela rua

Uma pobre velha sentada

No banco frio, à noite, curvada,

Com a sua vida guardada

Dentro de uns tantos sacos

Resolvi encerrar a minha também

Nas linhas deste poema.

Digo apenas que tanto não sofri

Mas como aquela velha detestei

O mundo em que vivi

Ao percorrer as ruas, à noite,

Desta  Lisboa antiga e abandonada.

                                               18 Dez/95








sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Miradouro Panorâmico de Monsanto





Ao cuidado da Câmara Municipal de Lisboa

O Miradouro panorâmico de Monsanto, no seu estado actual, está num estado lastimoso.
Grafitado (com assinaturas), estuque a cair, degradado, cheio de lixo nos caixotes e no chão, escadas perigosas sem iluminação, etc.
Enfim, um  verdadeiro mamarracho no meio daquela deslumbrante paisagem de Monsanto.



Já foi restaurante, discoteca, bingo...um passado glorioso, e caro certamente. Tem até uma bela escultura numa das paredes e uma «rosa-dos-ventos» desenhada no chão, que têm valor artístico.




E, como em muitos outros casos no nosso país, agora para ali está abandonado e sem préstimo.



Nestes dias de altas temperaturas, só a brisa fresca e a paisagem que se avista da cidade de Lisboa valem a pena. E lá no alto, até havia quem fizesse pic-nic com música e tudo. 



Entretanto, tomei conhecimento que se ia lá realizar o Festival  Iminente, nos dias 21, 22 e 23  de setembro, que se muda este ano de Oeiras para lá. Esperemos que os verdadeiros artistas de Arte Urbana consigam dar ao Miradouro um aspecto melhor do que aquele que tem agora.




segunda-feira, 16 de julho de 2018

«Lisboa Lisboa» de Isabel delToro Gomes


Mais um poema à minha cidade natal.


Lisboa Lisboa 

nas ruas
nas calçadas

nas lojas
nos cafés

nas praças
nos jardins

tudo é música
das conversas adiadas
das máquinas ruidosas
dos pássaros e das cotovias




 
na cidade toda
nas pessoas que se enamoram

que correm
que compram

que trabalham
que lutam

tudo é música
do Tejo batendo nas rochas
dos cacilheiros que apitam
das gaivotas que gritam



é assim Lisboa dia e noite 

que não acaba nem começa

é assim a cidade do grande rio

e do mais belo pôr-do-sol.





segunda-feira, 25 de junho de 2018

Manhã de Verão na cidade de Lisboa



Hoje fiz um pequeno passeio pela manhã na Baixa de Lisboa e pela beira-rio, do Terreiro do Paço à Ribeira das Naus.

Estava uma manhã esplendorosa de sol, do rio Tejo vinha um ventinho refrescante, convidando à permanência junto dele e à sua contemplação.
Os turistas eram muitos, como é óbvio, aproveitando a manhã, o sol, a praia, as esplanadas.

Eis as minhas descobertas, em dia de Mundial de Futebol 2018 (Portugal-Irão) e de férias de Verão:


Arena no Terreiro do Paço



Cais das Colunas e pequena praia

Um par de namorados à beira rio

Estátuas de pedra com bandeira portuguesa
O artista das estátuas de pedra

O Tejo no Cais das Colunas


Monumento Almada no Cais das Colunas
Café-esplanada na Ribeira das Naus




quarta-feira, 27 de abril de 2016

Igreja de Santa Catarina, Calçada do Combro, Lisboa





Igreja de Santa Catarina na Calçada do Combro

Há cerca de 40 anos, quando subia e descia a Calçada do Combro, geralmente em corrida, para ir dar aulas na Escola Comercial D. Maria I, mal dava conta desta Igreja, embora ela estivesse lá. Pelo menos, nada me atraía a entrar nela, nada no seu aspecto me chamava a atenção, talvez devido à pressa e à distração da juventude.
Hoje, esta Igreja é uma das mais belas de Lisboa, foi restaurada, em parte, e fazem-se lá concertos magníficos, o que é muito bom.


É uma Igreja com vida, interessada em atrair mais pessoas para as cerimónias religiosas, mas não só. Desenvolve uma importante actividade cultural, dignifica aquela zona que já foi uma das mais importantes da cidade de Lisboa e vale a pena ser visitada. Obra prima da arquitectura barroca (o seu órgão é magnífico), é uma excelente maneira de mostrar aos alunos o que foi o Barroco.
Aqui fica a resenha da sua história.


Fundada pelos religiosos de São Paulo da Serra de Ossa, a então designada Igreja do Santíssimo Sacramento foi edificada na 2ª metade do séc. XVII, a partir de 1654, adossada ao Convento dos Paulistas.
Após o Terramoto de 1755, foi objecto de reedificação, concluída em 1763. No séc. XIX, a partir de 1835, a igreja passou a Paroquial sob o orago de Santa Catarina. Classificada como Monumento Nacional, esta igreja conventual, traduzindo uma arquitectura religiosa barroca, apresenta planta longitudinal, em cruz latina, articulada com o convento, formando um U. É uma igreja de nave única com capelas laterais, transepto saliente e capela-mor profunda. A sua fachada principal evidencia três corpos separados entre si e delimitados lateralmente por duplas pilastras. O corpo central, de dois andares, surge rematado por frontão curvo decorado com a Custódia do Santíssimo Sacramento. Os dois corpos laterais servem de apoio a duas torres sineiras, de secção quadrada, decoradas com balaústres, ao mesmo tempo que, no piso térreo, enquadram uma galilé, à qual se acede por meio de três arcos de volta inteira, separados entre si por pilastras simples. Aí, o portal central, ladeado por pilastras, encontra-se rematado por frontão triangular interrompido pela representação relevada da Custódia do Santíssimo Sacramento. Por sua vez, o portal localizado mais à esquerda permite o acesso à antiga portaria conventual. No interior merecem destaque a talha joanina do altar-mor, a beleza do órgão, verdadeiro monumento de talha dourada, e os estuques ornamentais, que revestem a abóbada de arco abatido da nave, datados do 3º quartel do séc. XVIII e executados por João Grossi e Toscanelli.




Dados do mapa
Dados do mapa ©2016 Google
Dados do mapaDados do mapa ©2016 Google
Dados do mapa ©2016 Google
Mapa
Mapa
Satélite




terça-feira, 7 de abril de 2015

Abril em Portugal - elevador da Bica

 
 
Hoje, 7 de abril, foi dia de ir até à Bica, fazer o belo do corte do cabelo para enfrentar esta voluntariosa Primavera 2015, que se anuncia desde o dia 21 de Março, como é da praxe, mas que vem e vai conforme lhe dá na gana, deixando todos desorientados, ora com calor ora com frio. 
 
 
Enfim, o corte está feito, resta-me continuar a andar com a boina na mala, para o frio, e com o chapéu de palha, para o calor. Para além do chapéu de chuva, porque as nuvens andam por aí.
 
 




sábado, 14 de março de 2015

«O Angolano que comprou Lisboa (por metade do preço)» de Kalaf Epalanga


O Angolano Que comprou Lisboa (por metade do preço)
de Kafaf Epalanga
 
 
Este é um livro que cativa logo pelo título, com chamada de atenção para as palavras angolano e Lisboa, tendo pelo meio o apelativo verbo comprar, ainda por cima no pretérito perfeito do indicativo, e que realmente vem a mostrar-se até mais interessante do que poderíamos pensar.
 

 Os belos telhados de Lisboa, mencionados e admirados pelo autor  (com o Tejo ao fundo)
 
Kalaf Epalanga (nome também sonante para o público em geral, e mais ainda para os que viveram em Angola) revela-se-nos como um homem-jovem que domina várias artes performativas (escrita e música) , bem como um jovem-homem que sabe bastante da arte de viver, principalmente quando recém-chegado a uma cidade desconhecida, o que é deveras raro, nos tempos que correm (mesmo em pessoas com mais idade do que Kalaf).
Interessa muito também para nós, lisboetas, o facto de ele ter escolhido ficar a viver nesta cidade, que ele diz ser a mais africana da Europa.
O que é uma coisa importantíssima de se saber, para todos os que gostam do seu país e das suas cidades, pois a diversidade sociocultural é um dos factores mais importantes para um país tão antigo e que tem vindo a empobrecer cada vez mais, como Portugal.
 

 

 
Morrer por morrer, que Portugal não morra já!
Que os angolanos, guineenses, caboverdeanos e todos os outros que viajam até Lisboa e nela decidem ficar, virados para o azul da sua luz e do seu rio , permitam que ela se vá prolongando no tempo e no espaço, resistindo à acção destruidora dos seus implacáveis governantes e caterpílares.
Foi neste livro de crónicas que recolhi muitas informações sobre Angola e os angolanos, a sua maneira de viver e de contornar os problemas decorrentes da precária existência do dia-a-dia, traço que me parece aliás comum aos dois povos, que contactaram e se influenciaram mutuamente, por força das circunstâncias históricas.
Foi neste livro que aprendi que as múcuas são o fruto do imbomdeiro, que têm muita vitamina e que fazem um ótimo sumo. Aprendi sobre a Kizomba, o Kuduro, o banho de caneca e muitas coisas mais.
A ler (muito)!
 
Mas como olhar para a história do Velho Continente e da sua relação com a África negra sem acordar sentimentos de culpa e toda a negação que geralmente associamos ao embaraço e que se manifesta com actos defensivos e justificações naif? Soluções que combatam injustiças não nascem, de palavras. As mudanças só serão efectivas quando acreditarmos que só o amor nos salvará, pretos e brancos. O racismo não se combate com discursos demagógicos, nem por decreto; combate-se com amor.
 
                                   Kalaf E., Fernando in O Angolano que Comprou Lisboa (por metade do preço)
 
Imbondeiro