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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

NATAL EM LISBOA 2013





presépio concebido pelo professor de Expressão Plástica Paulo Costa com o apoio dos alunos e dos professores das AEC,da Escola EB1 Luisa Ducla Soares, numa parceria com a Plataforma LX, e a Associação Passeio Público


Lisboa meu Amor


vem à minha cidade 
Bela De lisboa
Onde vim ao mundo
Num anónimo 3º andar
Duma rua COM plátanos
Que espreitavam pelas janelas
Únicas testemunhas
Daquele destemido e
Desesperado acontecimento.



Vem á minha cidade
Bela De lisboa
Onde te espero
Desde sempre
Por Onde vou passando
E dando quedas à toa
Em qualquer buraco
E tu me amparas
Quando vais ao meu lado.




Vem à minha cidade
Bela De lisboa
Onde mesmo assim é natal
Neste ano da graça
De dois mil e tal.

                                                 Isabel del Toro Gomes, Natal 2013


 

sábado, 26 de outubro de 2013

«Cores de Outono» de Isabel del Toro Gomes




Cores de outono

Penso que nada me impressiona
De forma positiva
Nestes tempos de muita luta
Que só a fraqueza me possui
Me influencia e me conduz.
Nada disto é verdade
Nada pode ser assim
Porque nada é só assim
Bom ou mau
Fraco ou forte
Duma só cor, à contraluz.

Tudo se mistura dentro de nós
Tudo faz parte do nosso sangue
Tudo contém todas as cores
Deus nós e o mundo.

                                               Isabel del Toro Gomes


domingo, 15 de setembro de 2013

«Luz Universal» de Isabel del Toro Gomes


 
 
 
Luz universal

 O dia começou

A brilhar

A criança dentro de mim

Abriu a custo os olhos  

A vida sorriu-lhe

E disse:

Vai, caminha em frente

Vai por esse mundo

É preciso continuar a lutar

Mais e mais ainda

Está sol

E eu sei que ele brilha

Para ti

E para toda a gente.

                                         
                                                          Isabel del Toro Gomes

 



terça-feira, 27 de agosto de 2013


 
 
A teia

 
Homens e  aranhas

Tecem minuciosamente

Suas teias translúcidas

Finamente entrelaçadas

Onde hão-de cair

As pobres vítimas enredadas

 



Pelos atalhos da vida

Passamos a correr
Tão distraída e velozmente

Que nem chegamos a perceber

Em que teias caímos.

 

Enganar ou ser enganado

Comer ou ser comido

Será então o destino natural

De todos os seres afinal ?

 
                                                                                         Isabel del Toro Gomes

Fotografias dos trabalhos de Luis Nobre(exposição nos jardins da Gulbenkian)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

«Música no lago» de Isabel del Toro Gomes







Música no lago

Pingos de chuva
Despertam o lago
E o jardim
É chuva de verão.

Há alvoroço e confusão
Corridas passos apressados
Baloiços vazios.

Todos se refugiam
Debaixo dos telheiros
Tlim tlim tlim
E fica-se a ouvir assim
A chuva cristalina  de verão.

Há música no lago
E em mim.

                                                      Isabel del Toro Gomes

sexta-feira, 19 de julho de 2013

«Verão» de Isabel del Toro Gomes




 Verão

Cerejas e figos
Já comi tantas cerejas
Que tu já nem me beijas
E de mim tens inveja!

Figos e cerejas
Já comi tantos figos
Que nem conto aos meus amigos
Que me querem salvar destes perigos!

Cerejas e figos 
Figos e cerejas...


sábado, 22 de junho de 2013

«Canção pela liberdade» de Isabel del Toro Gomes





Canção pela Liberdade

Está sol
Parece verão
No entanto, o frio apodera-se
Do meu corpo
E do poema que se escreve sozinho
O vento percorre tudo
Este vento do Leste e do Norte.

As ruas da cidade deserta
As notícias nos ecrãs
Que descrevem minuciosamente desgraças
Bombas  guerras sangue morte
Protestos dos indignados
Dos jovens que ocupam corajosamente as praças
As praças que já não são deles
As avenidas que já não da Liberdade
Das pobres gentes deixadas à sua sorte.

Não é permitido andar na rua
Não é permitido sonhar
Não é permitido respirar do ar
Que já não é de todos mas
Só de alguns privilegiados
Ar que se torna cada vez mais raro
Mais caro e, de repente, desaparece
Nas nuvens no vazio no céu
No crepúsculo ou no poente…

Ar num qualquer esconderijo comprimido
Que alguns desses seres de privilégio
Mandaram escavar bem escondido 
Para o explorarem individualmente
Para o respirarem egoisticamente 
Doutores seres superiores poderosos
Detentores de verdades que afinal são mentiras
E que lhes saem das bocas, descaradamente
Com dentes afiados, branqueados
Dos olhos gulosos, gananciosos
Das vozes mafiosas e enganosas.

Nós ós ós ós ós ós.....
O ar é nosso, nosso!!!!!
E que viva a nossa liberdade!!