domingo, 25 de janeiro de 2015

Elevador de Santa Justa - Lisboa


Elevador de Santa Justa
 
O elevador de Santa Justa, também designado como elevador do Carmo, é o único ascensor público vertical de Lisboa, liga a rua do Ouro à rua do Carmo e é o monumento mais bonito e interessante, na minha opinião, da Baixa lisboeta.

 
Foi inaugurado em 1902, altura em que funcionava a vapor, e em 1907 passou a trabalhar a energia eléctrica. As obras para a sua construção iniciaram-se em 1898.



Foi considerada uma obra arrojada à época e inaugurada num dia de chuva e trovoada, com banda a tocar o hino nacional e foguetes.
Foi construído todo em ferro fundido, enriquecido com trabalhos em filigrana, em estilo neogótico com projecto do engenheiro francês Mesnier du Ponsard (ao contrário do que se diz, não está provada a ligação deste com Gustave Eiffel) e do arquitecto também francês Louis Reynaud, que aplicaram neste elevador algumas das técnicas e materiais já usados em França. A diferença entre os dois pisos é de trinta metros.
 


 
A bilheteira situa-se debaixo dos degraus da rua do Carmo, por trás da torre. Normalmente, a fila dos turistas que querem subir aos céus neste engenho maravilhoso é grande, pelo que é necessário calma e paciência. O elevador tem duas elegantes cabines de madeira e belos acessórios em latão (leva 45 pessoas em cada cabine) e o panorama que se avista lá de cima sobre a cidade de Lisboa é verdadeiramente deslumbrante.

 
É indispensável ir até ao seu topo e beber um café na pequena esplanada aí instalada, com a magnífica vista de Lisboa e do Tejo aos nossos pés. Em dias de clima temperado, claro.
 

 
 
 

                       
     


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Eugénio de Andrade, no aniversário do seu nascimento






              Eugénio de Andrade



Este grande poeta que eu tanto admiro, nasceu num dia 19 de Janeiro, há precisamente 92 anos.
É hoje pois o dia de relembrar a sua obra.
A mãe, que o poeta invoca neste poema magnífico, sempre foi a figura que ele mais amou na vida.
Aqui fica o poema recitado por Nuno Miguel Henriques.




Mãe


www.youtube.com/watch?v=NVndAB7gmXY

domingo, 18 de janeiro de 2015

Amor em tempo de guerra


AMOR EM TEMPO DE GUERRA


 
 
 
 
Das guerras todos nós recordamos as palavras que se escreveram a sangue e as imagens que nos evocam o terror, a violência, as violações dos direitos do homem.
 
Os campos de concentração.
 
As mulheres violadas pelos soldados que já se julgam poderosos e donos de tudo; as crianças famintas escondidas e soluçando baixinho, com medo.
 
E também os  mais desamparados que fogem dos tanques e dos tiros ou morrem de fome e de frio, no meio de florestas geladas.
 
 
 
 
 
E do Ano Novo de 2015? Gastou-se o dinheiro em festas, farras e fogos de vista! Em vez de ser aproveitado em  defesa dos mais desprotegidos e do nosso planeta em perigo! 
 
 
Palavras para quê! Tudo passa, tudo se esquece, nos momentos em que mais é preciso!!
 
 
Voltarei a lembrar no início de 2016 e espero que muitos se juntem a este apelo! Não ao DESPERDÍCIO de dinheiro, em qualquer que seja a situação, muito menos para «Inglês » ver!
Não à Guerra, porque todos os povos do mundo ficam a PERDER.
 
 
 
 
 
 


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Rostos


 
Pinóquio, o meu personagem preferido, entre todos os que os autores de livros para crianças imaginaram, cresceu e tornou-se Poeta.
Isso mesmo, Poeta, um entre muitos outros poetas que existem no seu país, que é um país de Poetas.
Lá nesse país, anda toda a gente tão apressada e preocupada com politiquices e toda a espécie de traficâncias, que são poucos os que ainda se lembram que existe a Poesia!
 
 

 
Ao crescer, Pinóquio, começou então a escrevinhar, depois a escrever.
Às vezes até ele próprio fica  a pensar, lá na sua cabecinha:
 
O quê, fui eu que escrevi isto? Fantástico!!
 
 

 
 
Aqui vai o poema que Pinóquio escreveu:
 
Rostos
Evoco-te sentado
Num banco de pedra
Com o rio aos teus pés
A ler um livro de poemas
Escritos por alguém
Sem rosto nem sorriso.
 

Evoco-te a percorrer de lés a lés
As ruas da cidade minha
E agora também tua
Que já conheces melhor do que eu
A mostrares-me mais e mais.
 
Evoco-te e já desapareceste
De casa mal entraste
E logo num ápice sais
Ávido do ar mais puro
E me deixas sozinha
Num solilóquio nocturno.
 
Evoco ainda o teu rosto
Sério de barbas longas
Donde sobressai o silêncio
Exausto dum labor confuso
Já de si inoportuno
E cada vez mais ingrato.
 

Evoco por fim os teus olhos
Castanho escuros
Como os montes e os vales
Da terra onde nasceste
Onde os sorrisos foram escassos
A infância ingrata e fugaz
E as figueiras pródigas demais.
 
                                                         Isabel del Toro Gomes