sexta-feira, 22 de junho de 2012

«Como os outros» de Sebastião Alba

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        Como os outros

Como os outros discípulo da noite
frente ao seu quadro negro
que é exterior à música
dispo o reflexo Sou um
e baço

dou-me as mãos na estreita
passagem dos dias
pelo café da cidade adotiva
os passos discordando
mesmo entre si

As coisas são a sua morada
e há entre mim e mim um escuro limbo
mas é nessa disjunção o istmo da poesia
com suas grutas sinfónicas
no mar.

 
A vida deste homem-poeta poderia dar muitos filmes ou ser tema de muitos livros. Mas nada ou quase nada acontece.
Apenas que a poesia era para ele uma forma de respirar, a própria  arte, a própria vida.
 
Sebastião Alba (pseudónimo,)  nasceu em Braga, Portugal em 1940. Após viajar para Moçambique, passou a conviver com um importante grupo de escritores e intelectuais. Foi jornalista, guerrilheiro político, e teve uma vida bastante agitada e cheia de desilusões, com passagens por prisões e hospitais psiquiátricos. Alba passa com o tempo a viver como andarilho, acabando por morar na rua e morrendo atropelado por um motorista em Braga sua terra natal.

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Em 1996, a Editora Assírio&Alvim publica, por iniciativa de Herberto Hélder, A Noite Dividida, que tenta recuperar o conjunto da sua obra poética, embora incompleta. A arte poética evidenciada nesta antologia coloca Sebastião Alba numa posição cimeira da poesia portuguesa. No entanto, ele continua, até hoje, a ser um poeta marginal, ou, como muitos gostam de dizer, um poeta menor. 

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